Montagem/Reprodução

No dia 12 de março, a CBAt soltou a lista dos atletas convocados para o Mundial de Meia-Maratona que será disputado no dia 29 de março em Copenhague, Dinamarca (leia aqui).

 

A Confederação havia convocado oito atletas, sendo quatro homens e quatro mulheres, com base no Ranking Brasileiro de 2013.

Quem tinha sido convocado:

Masculino
Giovani dos Santos – Equipe Pé de Vento/Caixa (RJ) 
Franck Caldeira – Equipe BM&FBovespa (SP) 
Daniel Chaves – Equipe Brasil Vale Ouro/Puma (RJ)
Marilson Gomes dos Santos – Equipe BM&FBovespa (SP)

Feminino
Cruz Nonata da Silva – Equipe CBAt 
Adriana Aparecida da Silva – Equipe Pinheiros (SP) 
Sueli Pereira Silva – Equipe Cruzeiro (MG)
Adriana Cristina Silva da Luz – Equipe SESI Esporte (MG)

No entanto, desses oito atletas, cinco não toparam ir ao Mundial, e a CBAt emitiu nota oficial afirmando que não iria enviar equipe para representar o Brasil. 

Leia a nota:

“NOTA OFICIAL Nº 41/2014
I. Campeonatos Mundiais de Meia Maratona
29 de março de 2014 – Copenhagen, Dinamarca

Comunica-se que em função da não aceitação da convocação por parte de atletas da
prova, a CBAt não irá participar do evento em referência, uma vez que não se poderá
contar com os melhores atletas do Ranking Brasileiro da prova.”

Parece que entre os homens, apenas Daniel Chaves teria aceitado competir. Nós achávamos que a CBAt iria convocar os atletas seguintes do Ranking e a assessoria de imprensa da Confedereção nos respondeu que apesar disso ter ocorrido no passado, não é uma norma.

Nós, do Corrida no Ar, achamos que um país como o Brasil, que sediará uma Olimpíada e quer deixar algum legado atlético, deveria levar os atletas seguintes da listagem. Precisamos elevar o nível de nossos atletas pois temos apenas um reconhecidamente de classe mundial, que é Marilson Gomes dos Santos. Competir fora do país é um experiência rica em todos os sentidos. E não falamos apenas da competição. Vivenciar culturas, fazer intercâmbio com outros atletas são coisas que ficam gravadas na memória do(a) corredor(a). Essa era uma grande oportunidade de proporcionar essa experiência à eles.

Se todos os países do mundo decidissem não levar atletas pois o time não é forte, só teríamos, no máximo, uns cinco países participando do Mundial. Vamos aplicar isso ao futebol. Que graça teria uma Copa do Mundo apenas com Brasil, Itália, Argentina, França e Alemanha? Nós perderíamos a oportunidade de ver países com times fracos fazendo o jogo da vida contra as grandes seleções. E as zebras? Em mundiais tudo é possível, mesmo que tudo indique o contrário.

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